Pensando
em como externar a alegria, e as impressões, sobre o novo álbum do Queens of
The Stone Age cheguei a uma conclusão pouco usual – para mim, é claro. Achei
por bem resumir minhas sensações ao ouvir cada faixa do disco, que ouço
incessantemente desde que “vazou”, em um tweet.
Não porque o Twitter esteja em alta,
na verdade sabemos que a situação é contrária, mas porque achei um critério
interessante para convencionar minha síntese reflexiva. Aí vai a “resenha
tweetística”:
segunda-feira, 20 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Sobre o 'não' a Ronaldinho na Copa das Confederações
Felipão, mais uma vez, frustrou um povo com uma ausência em sua
lista de convocados. Onze anos depois de 2002, e um ‘não’ a Romário que é
assunto até hoje, parece que este traço marcante da personalidade do treinador foi
simplesmente ignorado. Pensou-se que os tempos eram outros. Não eram. Karl Marx
alertou: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como
farsa”.
Ronaldinho é a farsa da tragédia construída por Big Phill e
sua trupe no início da última década e que culminou no pentacampeonato mundial.
Surpreende, quando não deveria, que o metódico Luís Felipe Scolari tenha
apostado na mesma estratégia para essa nova empreitada no comando da seleção. O
‘não’ a Ronaldinho é o catalisador da união para uma versão 2.0 da “Família
Scolari”. É o problema criado pelo próprio e para o qual ele mesmo se apresenta
como solução, a complicação da narrativa que vai sendo construída.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O dia em que Wawrinka chorou
Foi um jogo histórico. Mais um envolvendo o #1 do mundo Novak Djokovic, diga-se de passagem. O suíço Stanislas Wawrinka jogou como top 5, mesmo estando hoje no 17º posto no Ranking da ATP. Djoko, por sua vez, não estava no melhor dos seus dias, o que equiparou as forças, em condições normais díspares, desse duelo. Frente a frente, o melhor tenista na história de sua, jovem, nação e um grande atleta, relegado ao segundo posto em seu país, famoso pela neutralidade política, diante da injusta comparação com o maior nome do tênis em todos os tempos. O palco foi a Rod Laver Arena, a quadra principal do Melbourne Park. Durante exatas 5 horas e 2 minutos, esses dois homens ascenderam à condição de semideuses do esporte.
sábado, 3 de novembro de 2012
Carta aberta ao povo do passado
Brasil,
27 de agosto de 2099.
Caros
amigos do passado,
Sim,
algumas tecnologias mudaram e é possível enviar cartas para o passado – mas não
me perguntem por que não fizeram isso por meio digital e as encomendas são
enviadas em envelopes físicos, talvez seja influência das companhias de
correios e telégrafos para que não fiquem obsoletas. Mas não foi para contar dessas mudanças que
eu lhes escrevi, mas sim para falar sobre outra no ramo do futebol.
É
fato que algumas coisas continuam, senão iguais, muito parecidas: a FIFA
continua sendo investigada (desde o início do século XXI), Ricardo Teixeira
Neto está sendo muito cotado para substituir João Havelange III no comando da
CBF e o futebol olímpico ainda não nos trouxe o ouro (embora esteja rolando um
comentário que se de fato levarmos a medalha dourada nos jogos de Nouméa, na
Nova Caledônia, no ano que vem, o futebol finalmente será extinto das
Olimpíadas). Mas algo mudou internamente no futebol, especificamente no futebol
brasileiro. Hoje digo, orgulhosamente, que resolvemos o problema dos conflitos
e agressões entre torcedores, bem como a depredação do patrimônio público e
privado em decorrência dos mesmos.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Barcos, a mão e a tecnologia
| O lance da discórdia: Barcos põe a bola pra dentro do gol com a mão. |
Tenho acompanhando a polêmica em torno do lance entre Palmeiras e Inter e resolvi, agora, opinar. Mas, espero, não com o maniqueísmo que tenho observado na situação.
O que vejo é que há oportunismo da diretoria do Palmeiras, que espera "lavar todos os pecados" cometidos em 2012, por esse episódio. O que não acontecerá. A diretoria é a grande culpada por um ano que teve um título milagroso e foi um fiasco nos demais aspectos. Dito isso, apesar do oportunismo, não dá pra dizer que a indignação e ação é errada, como tem sido comum. Minha ignorância jurídica não me permite dizer se existia algum outro tipo de recurso a ser usado, mas a reclamação feita (e não necessariamente o ressarcimento solicitado) é extremamente válida. O lance em questão é extremamente ilegal, sob todos os aspectos. As regras do futebol - não só não preveem, como - proíbem o uso de mecanismos externos ao espaço de jogo para definição de jogadas. E foi claro que isso aconteceu. Ou seja, um gol irregular foi validado (mas sua validação é aceita pela regra, já que a mesma prescinde em diversos aspectos da arbitrariedade da figura do homem do apito) e foi invalidado ilegalmente logo em seguida. Um erro não corrige o outro.
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